segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Caros Radioamadores.

Segue abaixo algumas frequências de repetidoras onde podemos ajudar
quem precisa na catástofre que ocorreu na região serrana do Rio de
Janeiro - Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do
Rio Preto, Sumidouro, etc.:


PY1NIT - 146.870 MHz (-600 kHz) - Atalaia, Niterói

PY1ROE - 147.210 MHz (+600 kHz) -  Morin, Petrópolis

PY1MAC - 145.350 MHz (-600 kHz) - Caledônia, Nova Friburgo

PY1SVL 146.830 MHz (-600 kHz) - Alto do Soberbo, Teresópolis


Em 40 metros a frequência é 7.080 MHz.


Vamos colaborar, pois existem
muitas pessoas em estado desesperador na região serrana do Rio de
Janeiro necessitando de ajuda.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Como ajudar na tragédia na região serrana do Rio de Janeiro



Interessados devem doar principalmente água, alimentos, roupas e colchonetes
ScreenShot011
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL – SESDEC/RJ
Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil
Avenida Graçaranha 182 – 4º andar
Bairro: Centro
Rio de Janeiro/RJ
20030-001
Expediente:

Plantão 24:00 h
Secretário Estadual de Saúde e Defesa Civil – RJ:

SÉRGIO LUIZ CÔRTES DA SILVEIRA
Subsecretário de Estado de Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ:

CEL. BM PEDRO MARCO CRUZ MACHADO
Superintendente Operacional de Defesa Civil:

CEL. BM LUÍS GUILHERME FERREIRA DOS SANTOS

Diretor do Deparmanto Geral de Defesa Civil:

CEL. BM Marcos Vinícius Monteiro Rossi

Contatos:

Telefones: (21) 2332-6123, 3399-4000 e 3399-4178
Fax: (21) 2333-7777
E-mail: comandante@cbmerj.rj.gov.br
Sítio: http://www.defesacivil.rj.gov.br
Via Echolink você pode ter informações na Sala de Conferência ITATIAIA que esta interligada com a Defesa Civil do Rio de Janeiro.
Site: http://itatiaia.webs.com/
Labre-RJ: www.labre-rj.org.br

Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Rio de Janeiro
Av Treze de Maio, 13 Sala 2013, 20º andar – CEP 20031-901 Centro, Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2215-3027 das 14h às 18h – E-mail: py1aa@labre-rj.org.br
Caixa Postal 58, CEP 20010-974, Rio de Janeiro – RJ

 

As pessoas interessadas em ajudar as famílias que perderam as casas nas chuvas que atingiram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro podem procurar um dos postos abaixo e fazer as doações. As maiores necessidades são água, alimentos não perecíveis, colchões e remédios. Saiba onde e como contribuir.
Petrópolis
- Centro de Cidadania de Itaipava, que fica na estrada União Indústria 11.860.
- Setrac (Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania), na rua Aureliano Coutinho, 81, centro (Fundos do prédio da Ampla).
- Fundação Leão 8, que fica na rua General Osório, 12, 2º piso, centro.
- Sede da LBV (Legião da Boa Vontade) no Cascatinha. O endereço é rua Luiz Pellegrini, 128. 
- Museu Imperial, na rua da Imperatriz, 220, centro.
- Sindicato dos Professores de Petrópolis e Região, na rua Floriano Peixoto, 239, centro.
Teresópolis
-  Ginásio Pedrão, localizado na rua Tenente Luiz Meirelles, 211, centro.
- Fundação Leão 8, que fica na rua Josafá Cupelo, 390, Bairro de Fátima.
A administração municipal disponibilizou duas contas bancárias para depósito de doações. No Banco do Brasil o nome da conta é “SOS Teresópolis – donativos”. Agência: 0741-2 (Banco do Brasil) / Conta: 110000-9. Na Caixa Econômica Federal a agência 4146, conta corrente 2011-1.
Nova Friburgo
- Sede da Prefeitura, localizada na avenida Alberto Braune, 225, centro.
- Igreja Catedral Matriz, na praça Getúlio Vargas, centro.
- Polo da FIA (Fundação da Infância e Adolescência), que fica na avenida Julius Antônio Thuller, 480, Olaria.
A administração municipal abriu uma conta no Banco do Brasil para doação às vítimas da cidade. Nome da conta: SOS Nova Friburgo. Agência é 0335-2 e a conta corrente 12000-3.
Rio de Janeiro
- Metrô Rio, em parceria com a ONG Viva Rio, recolhe doações em 11 estações das linhas 1 e 2: Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.
- Cruz Vermelha, na praça da Cruz Vermelha 10, centro.
- Rodoviária Novo Rio, na avenida Francisco Bicalho, 1, Santo Cristo. A rodoviária recebe doações para a Cruz Vermelha, que podem ser feitas no embarque inferior, das 9h às 17h.
- Shopping Leblon, na avenida Afrânio de Melo Franco, 290, no Leblon. Tem um setor de coleta de doações no SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), no primeiro piso.
- Secretaria Estadual de Assistência Social recebe doações na sede da FIA (Fundação da Infância e Adolescência) em Botafogo e Niterói. Em Botafogo, na zona sul do Rio, o endereço da FIA é rua Voluntários da Pátria, 120. Em Niterói, a FIA fica na rua General Castrioto, 589, Barreto.
- Viva Rio. O Programa de Voluntariado do Viva Rio iniciou a campanha S.O.S Região Serrana. Quem quiser pode enviar donativos para rua do Russel, 76, na Glória, ou depositar na conta corrente do Banco do Brasil 411396-9, agência: 1769-8; o CNPJ é 00343941/0001-28.
- Agências do banco Itaú / Unibanco estão com pontos de arrecadação. A instituição também disponibilizou uma conta para doações, que serão encaminhadas ao governo do Estado do Rio, que vai distribuir para os municípios atingidos. A conta está em nome do Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro, agência 5673, conta: 00594-7. O CNPJ é 02932524/0001-46.
- Hemorio, na rua Frei Caneca, 8, centro, das 7h às 18h. O Hemorio pede que as pessoas doem sangue para as vítimas das chuvas. Os estoques estão quase zerados. Pode doar sangue quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto. Informações e agendamento pelo disque sangue 0800-282-0708.
- Inea (Instituto Estadual do Ambiente), na avenida Venezuela, 110, Praça Mauá, centro.
- Todos os campus da Unisuan estão disponíveis para doação. Ao todo são 12 endereços em diversas localidades. Mais informações no Tel. 0800.2820-007
Outros pontos
- Rodovia BR-040, nas praças de pedágio situadas em Duque de Caxias (km 104), Areal (km 45) e Simão Pereira (km 816), além da sede da empresa (km 110/JF, em Caxias). Nas praças de pedágio, as doações podem ser entregues nos postos do serviço de informação ao usuário da rodovia.
- Em Mesquita, na Baixada Fluminense, é possível fazer doações nas 30 escolas municipais. A cidade também disponibilizou o telefone da Defesa Civil, (0xx21) 2696-2391 (plantão) e o da Ouvidoria: 08002829260, para orientar quem for fazer doações.
-  Praça de pedágio da ponte Rio-Niterói, do lado direito de quem chega a Niterói, onde a concessionária instalou um contêiner especialmente para receber as contribuições. Mais informações pelo Disque CCR Ponte 24 horas pelo telefone (0xx21) 2620-9333.
- Prefeitura de São Gonçalo, que disponibilizou 11 Centros Regionais de Assistência Social para receber doação. Os endereços são:
Cras Centro: Rua Aloísio Neiva, 347 (próximo ao Hospital Menino de Deus)
Cras Engenho Pequeno: Rua Mentor Couto, 925 (antigo Fire Day)
Cras Itaoca: Rua Antônio Leôncio, Lote 33
Cras Salgueiro: Rua Sobral Campos, 101
Cras Alcântara: Rua Uriscina Vargas, 36
Cras Guaxindiba: Rua Aquilino de Carvalho, s/n º (Polo Municipal Guaxindiba)
Cras Santa Izabel: Estrada de Santa Izabel, 95
Cras Tribobó: Rua Alfeu Rabelo, lote10, Quadra 04
Cras Vista Alegre: Rua São Pedro, 2 (antiga LBA)
Cras Jardim Catarina I: Rua Visconde de Seabra, s/nº Santa Luzia  (E.M. Anísio Teixeira na antiga rua 28)
Cras Jardim Catarina II: Rua Camilo Formige, lote 06, Quadra 153 (próximo ao Ale na antiga rua 40).
- Supermercados. Postos de coleta foram montados em todas as lojas das redes Pão de Açúcar, ABC Comprebem, Sendas, Extra e Assaí, em todo o Estado Rio de Janeiro. 
- Polícia Rodoviária Federal, nos seguintes pontos:
BR-116: KM 133 (Doações 24 horas)
BR-101: KM 269 (Doações 24 horas)
BR-040: KM 109 (Doações das 8h às 17h)
BR-116: KM 227 (Doações das 8h às 17h)
- Quatro praças de pedágio da concessionária Rota 116 S/A. Os interessados devem entregar materiais e alimentos não perecíveis, água, leite, roupas e artigos de cama e banho, além de colchonetes, nas próprias cabines de pedágio de Itaboraí, Cachoeira de Macacu, Nova Friburgo e Macuco. 
- CRT (concessionária que administra a rodovia Rio-Teresópolis), a BR-040,  disponibiliza a praça principal de pedágio, em Piabetá, no km-133,5, para doações. 
- Polícia Militar. Todos os batalhões da PM do Estado serão centros de recepção de doações. Pede-se a doação de água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.
- Shopping Plaza Macaé – Av. Aluisio da Silva Gomes, 800, Granja dos Cavaleiros, em Macaé, no norte fluminense.

Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/populacao-pode-ajudar-as-vitimas-das-enchentes-da-regiao-serrana-do-rio-de-janeiro-20110113.html

No 'Twitter das antigas', radioamadores se mobilizam por vítimas da chuva


Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.
Grupo está de plantão em função das chuvas fortes no Rio de Janeiro.
Mirella Nascimento Do G1, em São Paulo
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Vitor Vidal é coordenador da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Pessoal)

A mobilização para a troca de informações vista recentemente em espaços da internet como o Twitter ocorre também pelas ondas de rádio. Em casos de desastres como o que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5) e o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, radioamadores transformam as frequências utilizadas diariamente para bate-papo em canais de alerta para ajudar quem precisa.

Na noite desta quarta-feira (7), cerca de dez radioamadores estiveram em Niterói ajudando na comunicação com os órgãos de resgate depois do deslizamento. A rede também trabalhou no contato com os hospitais do Grande Rio.

Leia também: 'Foi desesperador', diz radioamador que ajudou nos resgates em Niterói

O radioamadorismo é praticado no Brasil e no mundo desde os primeiros anos do século XX, com vocação para atuar como um serviço de utilidade pública. Em 2001, foi criada no país a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), subordinada ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Formada por radioamadores voluntários, a rede pode ser convocada para ajudar o poder público como um canal de comunicação em situações de emergência ou calamidade pública.

“Neste caso [as chuvas fortes que já provocaram a morte de mais de cem pessoas no estado do Rio], não houve convocação do estado nem do município, porque o trabalho da Rener é suprir a comunicação, na falta das redes essenciais como telefone e internet”, explica Vitor Vidal, coordenador da rede para o estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao G1.

Mesmo sem o chamado oficial, um grupo de radioamadores do Rio está de plantão na frequência da repetidora do Sumaré (146.950Mhz), aguardando informações de outros radioamadores para comunicar qualquer problema à Defesa Civil.

“Se um radioamador passa em um lugar com sua estação móvel e vê alguma ocorrência, ele entra naquela frequência e comunica essa rede. A rede, então, entra em contato com a Defesa Civil”, exemplifica o eletricista de 32 anos.

De plantão desde a noite desta terça-feira (6), cerca de 10 radioamadores aguardam chamados de outros 120 voluntários da Rener ou de qualquer um dos cerca de 5 mil radioamadores do Rio. “Sempre tem alguém ligado. Se não tiver nenhum chamado de emergência, a frequência é usada normalmente, para o bate-papo, a conversa eventual”, diz Vidal.

Até a tarde desta quarta-feira (7), a ocorrência mais significativa tinha sido um alerta à Defesa Civil do Rio sobre uma piscina poderia cair em uma área de risco na zona norte, depois do contato de um radioamador que mora na região. Com o deslizamento da noite em Niterói, o trabalho da rede foi reforçado.

Técnico em informática Marcelo Esteves Freire usa frequências de rádio diariamente para conversar com outros radioamadores. (Foto: Arquivo Pessoal)

Assim como Vidal, o técnico em informática Marcelo Esteves Freire, de 45 anos, reserva parte de seu tempo às conversas via rádio. Nesta quarta-feira, ele levou sua estação móvel – seu Passat azul equipado com aparelho de rádio e uma superantena – para o Aterro do Flamengo, atrás de informações sobre as consequências da chuva.

“Vou todos os dias para o aterro, de onde me comunico com as pessoas. Nesses dias de chuva, o pessoal está falando menos, para dar espaço a qualquer informação importante que possa ser passada para os outros”, relata Freire.

Foto: Arquivo Pessoal

Estação móvel de Freire pode ser encontrada no Aterro do Flamengo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Exames
A atividade de radioamador é licenciada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Qualquer pessoa pode se tornar radioamador, desde que preste os devidos exames. Existem algumas provas de conhecimentos técnicos, ministradas pela Labre [Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão]. Após a aprovação, a pessoa dá entrada, junto com a Labre, na Anatel para ter a estação de radioamador”, explica o coordenador da Rener.

A licença da Anatel é dividida em três classes (A, B e C) e os radioamadores precisam respeitar as faixas de frequência, tipos de emissão e potência permitidos à classe da certificação.

Com seus equipamentos, comprados no Brasil mesmo ou no exterior, eles trocam informações via ondas do rádio 24 horas por dia, sempre prontos para ajudar. "É mais ou menos como uma sala de bate-papo ou o Twitter mesmo. Mas um é pela internet e o outro, via ondas de rádio", compara Vidal.
15/01/2011 13h39 - Atualizado em 15/01/2011 13h39

Radioamadores ajudam moradores e equipes de resgate no RJ

Sistema de telefonia está prejuducado na Região Serrana.
Onda de solidariedade via rádio colabora na distribuição de donativos.


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/radioamadores-ajudam-moradores-e-equipes-de-resgate-no-rj.html

Com o sistema de telefonia prejudicado nas cidades devastadas pelas chuvas na Região Serrana do RJ, radioamadores têm virado aliados importantes da população e das equipes de resgate.
Pela comunicação via rádio, voluntários conseguem se comunicar para distribuir donativos e localizar famílias em áreas isoladas. Graças a rede de solidariedade muitas famílias conseguem receber a ajuda e o socorro tão fundamentais nesse momento.
Do Rio de Janeiro, o radioamador Carlindo de Oliveira conta que deu informações até para os helicópteros da Defesa Civil (veja vídeo ao lado). Segundo ele, são pedidos de doações, informações sobre condições das estradas e coordenadas sobre áreas que precisam de ajuda.
O número de mortos na região subiu para 558, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros de Itaipava.
De acorpo com o último levantamento, são 252 mortos em Nova Friburgo, 240 em Teresópolis, 18 em Sumidouro, 46 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto. Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.

EXTRA e radioamadores ajudam parentes de vítimas a romper isolamento na Serra


O radioamador voluntário Luciano Eduardo no estúdio do EXTRA com equipamento / Crédito: Giampaolo Braga
Clarissa Monteagudo
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Para ajudar leitores e internautas a saber notícias de seus parentes e amigos, isolados pela tragédia das chuvas em Nova Friburgo, o EXTRA vai unir as novíssimas redes sociais à tradição dos radioamadores. A partir deste sábado, às 7h, os leitores podem pedir informações sobre as cidades afetadas através do telefone 2534-5962, no twitter pelo @ExtraRio ou através do e-mail extrario@extra.inf.br

Durante todo o dia, repórteres do jornal vão entrar em contato com o radioamador Luciano Eduardo Queiroz através de Radio Nextel. Luciano, que viajou a Nova Friburgo para levar mantimentos, fará contato com outros radioamadores voluntários que estão na Região Serrana, pois apenas esse meio de comunicação sobreviveu ao caos nas cidades atingidas. E o EXTRA responderá às dúvidas dos leitores e internautas por meio do Twitter, conforme forem chegando notícias das regiões afetadas pelo rádio. Foi instalado um aparelho no estúdio da redação do EXTRA. Mas ele funcionará apenas para recepção das informações veiculadas na frequência usada pelos radioamadores de Friburgo. Somente quem possui licença da Anatel pode operar o aparelho e contatar outros usuários.

Por causa da necessidade de comunicação entre radioamadores e órgãos públicos, não será possível sobrecarregar a freqüência da cidade de Friburgo. Logo, serão priorizadas notícias de famílias desaparecidas e de locais que ainda não têm comunicação.

http://extra.globo.com/noticias/rio/extra-radioamadores-ajudam-parentes-de-vitimas-romper-isolamentona-serra-868276.html

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ciência e Tecnologia aprova isenção de impostos para radioamadores

20/05/2010 19:53


Janine Moraes
Lustosa: radioamadores atuam na manutenção de comunicações em caso de emergência.
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e de Informática aprovou ontem a isenção do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPIImposto federal cobrado sobre mercadorias industrializadas, estrangeiras e nacionais. O IPI é um imposto seletivo, porque sua alíquota varia de acordo com a essencialidade do produto, e não-cumulativo, ou seja, em cada fase da operação é compensado o valor devido com o montante cobrado anteriormente. ) para aparelhos de radioamadorismo.
O Projeto de Lei 5320/09, do Senado, só vale para aquisição ou importação por radioamador habilitado e participante da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), integrante do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec).
De acordo com o relator, deputado Paulo Lustosa (PMDB-CE), a atuação dos radioamadores vai desde a simples comunicação a distância com outros aficionados até a manutenção de comunicações em casos de emergência. Lustosa afirmou que em casos de catástrofes, em que foram cortadas todas as linhas de comunicação, os radioamadores tornaram-se a única forma de contato entre localidades isoladas e serviços de emergência externos.
Situação de emergência
Por esses motivos, continuou o parlamentar, o Ministério da Integração Nacional criou a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener). O sistema tem a finalidade de prover ou suplementar as comunicações em todo o território nacional, quando os meios usuais não puderem ser acionados, em razão de desastre, situação de emergência ou estado de calamidade pública.
Para Lustosa, a isenção reconhece o trabalho social desempenhado pelos radioamadores e estimula o crescimento dessa rede "de suma importância para a coordenação das ações da defesa civil em casos de emergência".
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será votada pelas comissões de Finanças e Tributação, que também analisará o mérito, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Vania alves
Edição - Tiago Miranda

Aprovada isenção de impostos para aparelhos de radioamadorismo


A compra de aparelhos específicos para radioamadorismo, quando importados ou adquiridos por radioamador habilitado e participante da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), poderá contar com isenção dos impostos de Importação e sobre Produtos Industrializados. O benefício será concedido uma única vez, a cada cinco anos, e é estabelecido em projeto de lei (PLS 249/03) do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
O relator, senador Delcídio Amaral (PT-MS), alterou o texto para determinar a revogação da isenção, com a consequente cobrança dos impostos dispensados, de multa e acréscimos moratórios, se, cinco anos após a conquista do benefício, o radioamador deixar de preencher os requisitos para sua concessão ou transferir o equipamento a terceiros sem prévia autorização da autoridade competente.
O relator considerou "pequeno" o impacto financeiro dessa isenção sobre os cofres públicos e classificou como "extraordinário" o trabalho realizado pelos radioamadores. Embora o projeto cause perda na arrecadação do IPI, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, também manifestou seu voto favorável. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) lembrou que esta proposição se inspirou em projeto apresentado, em 2001, pelo então senador Robinson Viana.
Também parabenizaram Garibaldi pela iniciativa os senadores Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Roberto Cavalcanti (PRB-PB), Efraim Morais (DEM-PB) e Cícero Lucena (PSDB-PB).
 
Acesse o link abaixo
 
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=90357&codAplicativo=2

sábado, 25 de setembro de 2010

Terra de Molas para RF - Projeto: PP5VX

O CARTÃO QSL


Uma das mais sagradas instituições no mundo radioamadorístico é a troca de cartões QSL para confirmar os QSO realizados.
Pelo menos o primeiro QSO deve ser confirmado com um cartão QSL. Situações especiais como nova faixa, modo ou local de operação podem merecer a remessa de outro QSL.
No entanto, um QSL deve obedecer a critérios, nem sempre conhecidos de todos os radioamadores, o que NOS motiva escrever as orientações a seguir.
A primeira coisa que se deve cuidar em um QSL é que ele tenha todos os itens obrigatórios para que seja válido como confirmação de um QSO e possa ser aproveitado para diplomas e classificação de estações em competições como o DXCC:
a) indicativo da estação “dona do QSL”, sempre em destaque
b) dados básicos do QSO
  • indicativo da estação trabalhada, preferencialmente em destaque
  • data do QSO
  • hora do QSO, preferencialmente UTC (ou indicação do fuso)
  • freqüência (indicando MHz ou banda)
  • modo de operação
  • reportagem RST
Todos esses dados devem estar anotados sem borrões ou rasuras, que invalidam o QSL. Se errou, rasgue o QSL e faça outro.
Outros dados são interessantes de se fazerem constar, apesar de não obrigatórios, seja para completar informação ou facilitar a utilização, por parte de quem recebe o QSL, para diplomas e certificados:
  • nome do titular do indicativo
  • endereço postal do titular e/ou indicação para remessa de QSL
  • Grid Locator; coordenadas geográficas
  • zonas ITU e CQ
  • endereço de e-mail do titular
  • validade para algum diploma
  • local para indicativo do QSL manager da estação trabalhada
Mas veja, isso é para um QSL normal. Se vai ser um QSL de expedição, de ativação de ilha, farol ou forte, algumas das informações opcionais tornam-se obrigatórias, dependendo de qual entidade vai reconhecer sua operação, por exemplo:
  • operação em ilhas: IOTA e AIE: no QSL deve ter o nome da ilha e o código da ilha em cada entidade
  • operação em faróis: ARLHS, WLOTA e AEI: nome do farol, código do farol e, se em ilha, nome e código da ilha
  • operação em fortificações: AEI: código da fortaleza
Agora você vai cuidar da “arte” de seu QSL. Nesse ponto entra toda sua criatividade, mas procure evitar fotos ou desenhos que provoquem qualquer constrangimento a quem vai recebê-lo. Não use caricaturas que denotem qualquer preconceito nem fotos de pessoas nuas ou com pouca roupa (lembre-se que seu QSL vai rodar o mundo e os costumes de outros povos são diferentes dos nossos). Se pertence a alguma entidade radioamadorística, coloque seu logotipo no QSL, mas antes certifique-se que não há restrições quanto ao seu uso.
Antes de mandar imprimir, faça uma prova e veja se texto e fotos não encobrem um aos outros e se o texto fica legível, considerando tamanho da fonte e cor.
As dimensões recomendadas para um QSL são: largura 140 mm e altura 90 mm. O formato postal já foi muito utilizado, mas encontra-se em desuso.
A gramatura do papel do QSL deve ser de 250 g/m2. QSL em papéis muito finos danificam-se facilmente no manuseio dos bureaux e no arquivo dos destinatários. Os confeccionados em papel mais grosso tornam mais cara a remessa, tanto via direta como via bureau, que também se utiliza dos correios para envio dos cartões.
É essencial que você envie os QSL. Nada de somente retribuir QSL recebido. Tome a iniciativa de enviar os seus, independentemente de receber o do colega.
Não se esqueça de enviar um exemplar de seu QSL para o Arquivo Histórico do Radioamador Brasileiro (www.radioamador.org.br)
73
Orlando Perez Filho .·. PT2OP
Diretor de Radioamadorismo
LABRE Nacional

ANTENA QUADRA CÚBICA DE 6 ELEMENTOS


Freqüência: 146.000 VHF
 

Material: 1 Ripa de Imbuia 3,0 x 3,0 cm. x 2,20 mts. comprimento
6 Ripas de Imbuia 2,0 x 1,5 cm x 0,60 cm. comprimento
2 Calços 3,0 x 3,0 cm x 0,20 cm. comprimento
1 Ripa de Imbuia 3,0 x 3,0 cm. x 1,50 mts. comprimento
6 Parafusos 1/4" x 5,0 cm. comprimento com porca borboleta
6 Emendadores de fio de cobre com plástico por fora.
13 mts. de arame de solda.(15 varas de 0,90 cm.)


Tamanho das ripas correto:
Gôndola............ 2,15 metros
Refletor........... 0,54 metros.....cortar: 0,56 metros
E Ativado.......... 0,52 metros.....cortar: 0,54 metros
D 1 ............... 0,51 metros.....cortar: 0,53 metros
D 2 ............... 0,49 metros.....cortar: 0,51 metros
D 3 ............... 0,48 metros.....cortar: 0,50 metros
D 4 ............... 0,47.5 metros...cortar: 0,50 metros 

DISTÂNCIAS DAS 6 RIPAS NA GÔNDOLA:
Do início da gôndola até o Refletor: 180 mm.
Do Refletor até E A : 376 mm.
Do E A até D 1: 270 mm.
Do D 1 para o D 2 : 348 mm.
Do D 2 para o D 3 : 414 mm.
Do D 3 para o D 4 : 414 mm.
COMPRIMENTO DO ARAME DE SOLDA PARA CADA RIPA: (medidas externas)
Refletor: 0,54 x 4= 2,16 metros parafusados com terminal latão, ou soldado
E A : 0,52 x 4= 2,08 metros idem idem
D 1 : 0,51 x 4= 2,04 metros idem idem
D 2 : 0,49 x 4= 1,96 metros idem idem
D 3 : 0,48 x 4= 1,92 metros idem idem
D 4 : 0,47.5 x 4= 1,90 metros idem idem
de um lado, exatamente na metade o fio é passado na ripa correspondente e
fixada com cola.

CONSTRUÇÃO DO GAMA.
Cano de cobre com 15 cm.
Cabo coaxial grosso (tirar a malha) com 18 cm.
pegar um pedaço de chapa de latão e com parafuso fixar no cano de cobre.
o outro lado da chapa de latão é fixada no arame do E A, numa das laterais,
o mais próximo possível da ripa.
O conector fêmea parafusar na ripa do E A a 1 centímetro do furo aonde passa
o arame de solda e
Fixar malha na lateral do conector e soldar no arame de solda, bem junto
ao conector. No centro, soldar o cabo coaxial grosso, sem malha, 15 cm.
O gama deve ficar afastado do arame do E A mínimo 3 cm e máximo 5 cm.

REGULAGEM DA ESTACIONÁRIA:
São 3 as regulagens: 1º) deslizando o grampo no arame de solda.
2º) subir ou descer o tubo de cobre.
3º) diminuir o coaxial chamado de dielétrico, cortando-o.
CABO COAXIAL:
Grosso, de boa qualidade. 50 ohms
No início da gôndola e pouco antes do E A, parafusar em cada lugar um
cano plástico de 3/4", com máximo 4 cm. comprimento. (dos 4 cm., 1 cm. de cada lado
cortar o cano na metade sentido horizontal e deixar 2 cm. fechado
aonde vai passar o cabo coaxial. É uma espécie de guia.

SUSTENTAÇÃO DA ANTENA
No centro de equilíbrio da gôndola colocar um reforço de madeira 50 cm.,
furar para colocar o prendedor e a descida é a ripa de 1,50 metros. Depois
é que será fixada no cano galvanizado.

ANTENA POLARIZAÇÃO VERTICAL PARA QUALQUER FREQÜÊNCIA

Você calcula qual a freqüência que vai usar.
O resultado  dos valores estão em milímetros. Veja o cálculo de exemplo.
Caso você queira, pode encapar a antena com um tubo de 1 polegada.


Construa esta antena por apenas R$ 20:00 
Esta antena foi passada via radio por PY2 AU, Zé do Parque.
Resumo dos cálculos: 
142.5 é uma constante para todas as freqüências. 
142.5 dividido pela freqüência desejada, você acha o valor de L1 
O valor de L1 dividido por 2, você acha o valor de L2 
O valor de L2 multiplicado por 3, você acha o valor de L3 ( * ) 
( * ) - Aumentar em L3,   2 centímetros,  para compensar a abertura
entre L1 e L2 
     Colaboração: PY2 NE  /  J. Edison

" O Poder do CW "


" O Poder do CW "

Demorei mais de um ano para escrever esta carta. Meu amigo da vida inteira, Dave Gray, K3UAV, e eu nos tornamos como irmãos quando nós tínhamos ambos 13 anos de idade e operávamos com nossas licenças de 'Novice'. Ele faleceu na jovem idade de 60 anos após dois ataques do coração um atrás do outro e um AVC.
A esposa de Dave, Patti, WA3TFI, e eu juntos fomos à UTI depois que ela tomou a difícil decisão de desligar os aparelhos. Os médicos disseram que não havia nenhuma esperança que ele mesmo se recuperasse e que o dano cerebral era óbvio. Quando nós entramos no quarto, sua pressão era de 60/40 (aqui são unidades usadas nos EUA), o necessário para apenas manter a vida. Logo que Patti e eu entramos no quarto, eu deixei escapar DI DI DI DI / DI DI.
O corpo inteiro de Dave virou-se em nossa direção e seus olhos abriram levemente. Eu disse: Patti, ele está aí! e comecei a ter uma conversa unidirecional em CW com Dave. Quando Patti tocou seu braço, eu olhei o display do monitor de pressão sanguínea subir cada vez que que automaticamente ele bombeava e liberava. Quando nós saímos algumas horas mais tarde, sua pressão estava na região 'normal' de 130/80.
Dave morreu no dia seguinte como os médicos previam, mas não há nenhuma dúvida em minha mente que sua vida foi estendida pelo toque da mulher e pelo som do hobby que ele amava.
A enfermeira que ficava fora junto à porta do quarto de Dave disse 'eu tenho visto muitas coisas na minha carreira, mas esta é a primeira vez que eu vi um paciente ressuscitar com o código morse'.

DUKE WARD, K3QWO, membro vitalício da ARRL, Ellicot City, Maryland".

Fica aqui a interpretação de cada um para o citado fato.

Haiti,frequencias de emergência.


Caros,

Vamos manter 7045kHz e 3720kHz livres para tráfego de emergência
relacionadas com o terremoto no Haiti. O Coordenador para Emergência
da IARU Região II, Arnie Coro, CO2KK informou que até às 0245z de hoje
nenhuma informação foi recebida dos radioamadores locais, mas as
frequencias acima deveria ficar livres em caso algum operador haitiano
entrasse no ar ou eventos secundários como tsunami atingisse as
cercanias.

Pelo menos um operador estrangeiro estava no Haiti. Pierre Petry,
HB9AMO apareceu no dia 3 de janeiro operando como HH2/HB9AMO e
planejava um QRX de duas semanas. Voltaria ao ar no dia 13 (hoje) no
horário noturno local, entretanto ainda não há informações sobre ele.
Ele mantém uma página pessoal com informações sobre suas expedições.
http://www.hhhb9amo .pa7fm.nl/

Mais informações:
http://www.southgat earc.org/ news/january2010 /earthquake_ net_frequencies. htm
--
73, Luc

IC-706MkIIG - continua em produção



ICOM confirma que a produção
do 706 não cessou


A produção do Icom IC-706 vai continuar, de acordo com um relatório anunciado
nesta semana na Amateur Radio Newsline.



O relatório dizia:



Contrariamente ao rumores na Internet, a produção do popular IC-706Mk2G não
parou. A noticia errada do "falecimento" do rádio veio de um relatório de
noticias do

Wireless Institute of Australia
que anunciou que o 706 já não era
fabricado e que a Navcom Electronics apenas dispunha de 14 unidades em stock na
Austrália.



A Amateur Radio Newsline recebeu da ICOM América que a decisão de parar de
vender o IC-706 foi provavelmente feita por alguém da ICOM Austrália. Deste lado
do Pacífico a ICOM América diz que o IC-706MK2G continuará na linha de produtos
da ICOM América.

O IC-706 foi introduzido há mais de doze anos atrás e foi desenvolvendo
rapidamente o que poderá ser descrito como um culto. O rádio não era muito maior
do que um transceptor dual-band FM da altura, mais continha um receptor
surpreendentemente sensível e um potente transmissor para todas as bandas de
amador embalados numa caixa relativamente pequena com apenas 16.66 x 5.79 x
20.01 cm.



Ao longo dos anos o IC-706 tem sofridos algumas actualizações.

A última versão é a Mark II G que acrescenta novas funcionalidades e capacidades
não encontradas nas anteriores versões 706 e 706Mk II, incluindo o módulo UT-106
DSP como uma característica padrão.



Muitos radioamadores chamaram-lhe a estação móvel e portátil perfeita e ficaram
com ele mesmo depois dos fabricantes rivais terem lançado os seus pequenos
transceptores para todas as bandas com características semelhantes ou até mais
avançadas. É mesmo um dos rádios com maior valor de revenda no mercado de
equipamentos usados.



Também está incluído na história da WIA a oferta de 5 anos de garantia por parte
da ICOM em todos os seus produtos.

Bem isto é verdade apenas se viver na  Austrália. De acordo com a ICOM América,
isto é apenas um projecto da ICOM Austrália.

Nenhum outro distribuidor da ICOM está a oferecer 5 anos de garantia.





Fonte: ARNewsline ™

Informou:
Marcos Eloy / PU1MEC

NOVO BALUN DE CABO COAXIAL


Pessoal,



Montei nesse final de semana dois baluns feitos com cabo coaxial, na relação 1:1, curto-circuitado e fiquei surpreso com a linearidade dos mesmos, em todo o espectro de 3.5 a 30Mhz, não havendo mudança na transformação de impedâncias.


Acabei de instalar na minha antena bobinada e me agradou muito a relação sinal/ruído que baixou consideravelmente e ZERO de interferência nos canais abertos de TV.


Acima, o modelo feito de cabo fino, o qual já está devidamente instalado.

O modelo com cabo grosso ainda não foi finalizado.

Quero agradecer a colaboração do nosso colega PY1EU - Eudóxio, que me cedeu um modelo similar, do qual eu pude me basear na execução desse projeto.

Para mais detalhes, CLIQUE AQUI

BEACON em BH com QSL
O Flávio Salles, PY4YYF mantém ativo um Beacon em 10 metros na frequência de 28.115 Mhz com potência de 12 W . Transmissão em cw .
Foram feitos 1000 cartões QSL's para reportagens de possíveis escutas !
Esta no ar 24hs por dia no grid GH70XB.
QSL via Buro ou direto via enderêço que consta na QRZ.COM.


( clique na foto para ampliar )

          Este Beacon se deu graças a ajuda de PY2NI Horta ,que confeccionou a interface e ao PY2AFR, Aguiar, grande técnico que preparou o radio para mim .
          Analisando as listas de Beacons no mundo , vi que no Brasil quase não se encontra estações de Beacons mantidas por Radioamadores em 10 metros e demais bandas . E como na região de Minas Gerais não havia nenhum Beacon no ar, comprei um radio Cobra 148GTLl que um amigo havia trazido dos EUA, e nunca usara. Enviando o mesmo para o Aguiar (PY2AFR) em Campinas, onde modificou o equipamento para 10 metros mantendo uma estabilidade admirável em CW.
          O Horta (PY2NI) se dispôs a confeccionar a interface para mim com uma eprom, e com a mensagem padrão emitida pelos Beacons .( V V V de PY4YYF / GH70XB / BCN -----)
          O Radio Farol trabalha durante 24 horas na freqüência de 28.115 MHz com potência de 10w durante a semana e aos finais de semana com 15w , não gerando sinais laterais. A estabilidade do conjunto final montado ficou excelente uma vez que com pouca potência já recebemos varias reportagens.
          Sua montagem foi simples graças a ajuda oferecida pelos amigos já citados, e fico feliz em poder manter este Beacon no ar . Vale frisar que para cada 10 colegas que comunicamos o feito, 6 nos desanimaram e 4 nos apoiaram .
         
          Relação dos equipamentos :
          Radio Cobra 148GTL
          Fonte 15 A WB TRANSFORMADORES
          Interface BY PY2NI
          Antena vertical para 10 MT
          Local : Belo Horizonte Minas Gerais GH70XB
          Potencia :10/15 W
          Altitude da estação :958 Mt ao nível do mar
          Transmissão :24 horas no ar.
         
          Foto do primeiro cartão QSL recebido de um radioamador que escutou o Beacon BH.
          ( clique na foto para ampliar )

           rst_art_beaconbh_py4yyf_400.jpg (21477 bytes)
          Estarei sempre a disposição dos amigos da RST !
          73....
          Flávio Herméto Salles, PY4YYF

Imagens da Antena CHA 250B Flaviopy4 19 vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=mrD6kl0HzYw
Copia CHA250B



Saudações colegas !
Neste final de semana que se passou , fiz um teste com uma antena que é a copia fiel da antena COMET CHA250B , esta foi feita aqui em Belo Horizonte pelo experiente Sr.Lincoln PY4LK dono da fabrica de antenas Triangulo .
Esta antena foi feita a pedido meu e de alguns colegas que em certas ocasiões precisaríamos de uma antena de HF que ocupasse pouco espaço e que cobrisse a faixa de HF.
A mesma foi feita baseada em uma copia desta antena e funcionou perfeitamente , em teste feito no ultimo feriado utilizei a mesma nas faixas de 40,80,20,15,17e10 metros, tive resultados satisfatórios , operando em 40 metros com vários colegas do Rio ,Espírito Santo e Salvador.
Mantive contato com estes estados durante o dia , e também com a ajuda de PT7TT Rômulo colega de longa data que hoje mora em Acarau CE,falamos por mais de 2 horas ininterruptas nas faixas de 17,15 e 20 metros em caráter experimental E COM ÓTIMA RECEPÇÃO E TRANSIÇÃO !
Como no próprio manual da antena diz em 80 metros seu rendimento não é muito satisfatório , mais mesmo assim consegui contato com um colega em Angra dos Reis ,mais com baixo sinal . A principio o fabricante menciona seu funcionamento para as bandas de 80 a 6 metros com no Maximo 200w respeitando a instalação conforme manual da própria Comet.
Para os colegas que tem pouco espaço e que gostariam de ter uma antena que funcionasse em toda faixa de HF fica aqui minha sugestão !
Abraços a todos !
Flavio
PY4YYF

No 'Twitter das antigas', radioamadores se mobilizam por vítimas da chuva

 Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.
Grupo está de plantão em função das chuvas fortes no Rio de Janeiro.
A mobilização para a troca de informações vista recentemente em espaços da internet como o Twitter ocorre também pelas ondas de rádio. Em casos de desastres como o que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5) e o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, radioamadores transformam as frequências utilizadas diariamente para bate-papo em canais de alerta para ajudar quem precisa.
Na noite desta quarta-feira (7), cerca de dez radioamadores estiveram em Niterói ajudando na comunicação com os órgãos de resgate depois do deslizamento. A rede também trabalhou no contato com os hospitais do Grande Rio.
O radioamadorismo é praticado no Brasil e no mundo desde os primeiros anos do século XX, com vocação para atuar como um serviço de utilidade pública. Em 2001, foi criada no país a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), subordinada ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Formada por radioamadores voluntários, a rede pode ser convocada para ajudar o poder público como um canal de comunicação em situações de emergência ou calamidade pública.

“Neste caso [as chuvas fortes que já provocaram a morte de mais de cem pessoas no estado do Rio], não houve convocação do estado nem do município, porque o trabalho da Rener é suprir a comunicação, na falta das redes essenciais como telefone e internet”, explica Vitor Vidal, coordenador da rede para o estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao G1.
Mesmo sem o chamado oficial, um grupo de radioamadores do Rio está de plantão na frequência da repetidora do Sumaré (146.950Mhz), aguardando informações de outros radioamadores para comunicar qualquer problema à Defesa Civil.
“Se um radioamador passa em um lugar com sua estação móvel e vê alguma ocorrência, ele entra naquela frequência e comunica essa rede. A rede, então, entra em contato com a Defesa Civil”, exemplifica o eletricista de 32 anos.
De plantão desde a noite desta terça-feira (6), cerca de 10 radioamadores aguardam chamados de outros 120 voluntários da Rener ou de qualquer um dos cerca de 5 mil radioamadores do Rio. “Sempre tem alguém ligado. Se não tiver nenhum chamado de emergência, a frequência é usada normalmente, para o bate-papo, a conversa eventual”, diz Vidal.
Até a tarde desta quarta-feira (7), a ocorrência mais significativa tinha sido um alerta à Defesa Civil do Rio sobre uma piscina poderia cair em uma área de risco na zona norte, depois do contato de um radioamador que mora na região. Com o deslizamento da noite em Niterói, o trabalho da rede foi reforçado.
Assim como Vidal, o técnico em informática Marcelo Esteves Freire, de 45 anos, reserva parte de seu tempo às conversas via rádio. Nesta quarta-feira, ele levou sua estação móvel – seu Passat azul equipado com aparelho de rádio e uma superantena – para o Aterro do Flamengo, atrás de informações sobre as consequências da chuva.

“Vou todos os dias para o aterro, de onde me comunico com as pessoas. Nesses dias de chuva, o pessoal está falando menos, para dar espaço a qualquer informação importante que possa ser passada para os outros”, relata Freire.

Radioamador foi 1º a confirmar destroços do Airbus


André Sampaio, radioamador premiado, deu ontem em primeira mão, ao vivo, a notícia da localização do que seriam os primeiros destroços do AF 447 da Airbus. A Força Aérea Brasileira (FAB) depois oficializou a informação. Sampaio, considerado pessoa decisiva para a Ilha de Fernando de Noronha por sua participação em salvamentos de pessoas em mais de 20 desastres aéreos e marítimos nos últimos 20 anos, agiu como de costume. A diferença, segundo ele, é que, em vez de dar entrevista para a TV Golfinho (local), falou para jornalistas de todo o País - que divulgaram a notícia para o mundo.
Ainda um tanto assustado com a repercussão do vazamento de uma notícia que os militares não pretendiam divulgar naquele momento, André Sampaio não quis mais falar com a imprensa. A Aeronáutica, que já lhe deu a mais alta condecoração que um civil pode receber, a Medalha Santos Dumont, em 2004, teria lhe pedido para silenciar. Mas, ele não confirmou a reprimenda. O fato é que, depois de ter divulgado a conversa captada entre as tripulações de dois Hércules C-130 que faziam buscas, juntamente com um avião Casa, não teve acesso a nenhuma outra comunicação. Duas vezes campeão mundial de radioamadorismo, também detentor da medalha do Mérito Tamandaré (Marinha, 2003), e do título Amigo da Marinha (1988), Sampaio, de 59 anos, alagoano criado em Pernambuco é radioamador há 30 anos. Entre os eventos de resgate dos quais participou, Sampaio cita o dos náufragos do navio de carga Iracema, que passaram sete dias em um bote, e de um veleiro que perdeu velas e motor. Com uma estação bem equipada, ele dá apoio à Marinha ou Aeronáutica, pegando posição de barcos e aviões envolvidos em acidentes. Como voluntário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

02/06/2009
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A Aeronáutica avistou objetos metálicos e não-metálicos na área de busca pelo avião que fazia o voo AF 447, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31), com destino a Paris, e desapareceu. Ainda não há confirmação de que essas peças são da aeronave. Nesta terça, um radioamador interceptou o diálogo entre as equipes que participam do resgate.
Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) se revezaram nas buscas durante a madrugada desta terça-feira (2). A todo instante, pilotos pousavam e decolavam no aeroporto de Fernando de Noronha.
Uma das aeronaves, um patrulha da FAB, equipada com um radar, tinha capacidade de detectar objetos no escuro. De acordo com a Aeronáutica, possivelmente foram as coordenadas desse equipamento que permitiram avançar nas buscas. Nesta manhã, três aviões partiram em direção ao Oceano Atlântico.
O primeiro contato dos pilotos com a Aeronáutica, depois da decolagem, foi às 6h44. Eles disseram que podiam ver uma bola laranja e placas metálicas no mar. Quatro minutos depois, foi feito outro contato, com informações sobre outros objetos e manchas de óleo.
Mas foi às 7h30 que os pilotos deram a informação mais importante do dia nesse trabalho de buscas. A notícia chegou até Fernando de Noronha por meio de uma central de radioamador, que interceptou o diálogo. A conversa é entre o piloto de um dos aviões e a torre da Aeronáutica:
- A que se refere?
- A um banco, a poltrona de avião
"Todas as posições [dos objetos] estão mais ou menos alinhadas, o que determina coerência neste avistamento", diz o radioamador André Sampaio. "Na verdade, o que foi avistado até agora é o fruto da correnteza que está se deslocando nessa direção noroeste."
Pelas informações do piloto, os destroços estariam nos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, que ficam a mais de 600 quilômetros de Noronha.
As buscas prosseguem. Nesta terça, devem chegar a Fernando de Noronha os navios da Marinha que vão ajudar na operação.

01/06/2009
O radioamador André Sampaio auxilia a Aeronáutica nas buscas pelo Airbus 330-200, da companhia Air France, que desapareceu depois de partir do Rio de Janeiro, às 19h de domingo (21). De acordo com ele, a aeronave teria perdido contato com radares e torres de controle no Brasil a cerca de 270 quilômetros da costa.
Ainda segundo Sampaio, essa distância é relativamente curta e fica dentro da faixa de alcance da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele disse que mora em Fernando de Noronha (PE) e o tempo esteve bom, com céu limpo, durante toda a madrugada na região.
Sampaio afirmou que, pouco tempo após o momento em que o contato com o avião foi interrompido, mensagens via radioamador foram enviadas a embarcações que navegam pela região. Segundo o radioamador, as mensagens informam sobre o desaparecimento da aeronave e pedem que as tripulações fiquem atentas a qualquer sinal da aeronave. Até o momento, de acordo com Sampaio, nenhuma informação foi passada pelas embarcações.
Voo AF 447
A aeronave, da Air France, saiu do Rio em direção a Paris, mas não chegou à capital francesa no horário previsto. Segundo a companhia aérea, 228 pessoas estavam a bordo, sendo 216 passageiros e 12 tripulantes.

21/11/2009
Astronautas do "Atlantis" instalam antena para radioamadores na ISS
Washington, 21 nov (EFE).- Os radioamadores contam a partir de hoje com uma nova antena no espaço, graças ao trabalho dos astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik, que concluíram nesta sábado com sucesso a segunda caminhada espacial da missão STS-129 do "Atlantis" à Estação Espacial Internacional (ISS).Esta foi uma das diferentes tarefas realizadas durante as seis horas e oito minutos que os astronautas estiveram no fora do aparelho, nas quais também instalaram um adaptador ao laboratório europeu "Columbus".A jornada de trabalho começou às 12h31 (horário de Brasília), uma hora mais tarde que o previsto, devido ao fato de que na noite anterior, pelo segundo dia consecutivo, soou o alarme de despressurização da ISS.Foreman e Bresnik tiveram que sair do compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo dos astronautas para prevenir problemas de descompressão, até que as equipes de controle na Terra confirmaram que se tratava de um alarme falso.
A comprovação dos sistemas durou duas horas, portanto, a Nasa (agência espacial americana) teve que reduzir em meia hora a missão no exterior do "Atlantis", o que não impediu que os astronautas concluíssem todas as tarefas que tinham na agenda do dia.
Durante a missão no exterior da nave, Foreman e Bresnik tiveram tempo para instalar uma antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmeras de vídeo que levavam sobre o capacete.
Além disso, reposicionaram um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalaram um gancho para aderir carga à viga principal.
Esta foi a primeira caminhada fora de aeronave de Bresnik, enquanto que para Foreman foi a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do "Endeavour" em 2008.
Bresnik, que saiu do "Atlantis" com um traje com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Foreman, mostrou seu entusiasmo ao passar pela escotilha da nave.
"Sem contar quando vi minha esposa pela primeira vez, acho que jamais vi algo mais bonito", disse o astronauta, quando olhou a Terra a uma distância de 354 quilômetros.
Para Bresnik esta viagem é especial já que quando voltar à Terra conhecerá sua filha, nascida durante a missão.
Esta é a última missão realizada pela Nasa à ISS este ano e será a penúltima do "Atlantis", que será "aposentado" no ano que vem junto com o "Discovery" e o "Endeavour".
A missão STS-129 ainda terá saídas do "Atlantis" na segunda-feira, para a instalação de um tanque de oxigênio no compartimento de embarque "Quest", de dois experimentos para o estudo de materiais, e para continuar com a conexão de cabos para receber o módulo "Tranquility" que chegará à ISS em 2010.
A ISS, que orbita a cerca de 360 quilômetros sobre a Terra, é um projeto internacional no qual participam 16 países.
O "Atlantis" partiu com seus seis tripulantes na segunda-feira passada do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no sul do estado americano da Flórida, para uma missão de 11 dias que terminará na sexta-feira. EFE
08/04/2010
Foi desesperador', diz radioamador que ajudou nos resgates em Niterói
Grupo de radioamadores se mobilizou para chamar resgate.
'As pessoas gritavam embaixo dos escombros', lembra Márcio Ribeiro.
Os momentos que sucederam o deslizamento que atingiu o Morro do Bumba, em Niterói, foram de desespero e também de solidariedade. Ao saber que dezenas de casas haviam sido soterradas no local, um grupo de radioamadores se mobilizou para comunicar as equipes de resgate o quanto antes.
Segundo o segurança Márcio Araújo Ribeiro, de 31 anos, eram cerca de 20h30 quando um radioamador que mora no morro deu um sinal de alerta via rádio. "Ele entrou totalmente em desespero. Tinha um amigo que estava com a família soterrada. As pessoas estavam gritando embaixo dos escombros", relatou Ribeiro em entrevista ao G1.
Ribeiro, diretor de Ensino e Radioamadorismo da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Rio de Janeiro (Labre-RJ), contou que estava na ponte Rio-Niterói, voltando para casa depois de um curso, quando recebeu o alerta no rádio. Desde terça-feira (6) à noite, um grupo de radioamadores voluntários está de plantão para auxiliar na comunicação entre a população do Rio e os órgãos públicos.
"Imediatamente, acionamos outros radioamadores. Cerca de 10 foram para a região. Nos dividimos – um ligou para os bombeiros, outro para a Defesa Civil, outro para a Polícia Militar, assim por diante", disse.

No caminho, Ribeiro avisou duas viaturas da polícia que tinha informações sobre um deslizamento em uma área de risco. Ao chegar ao local, ficou chocado com o que viu: "Foi desesperador. Estamos [radioamadores voluntários] acostumados com situações de emergência, mas como aquilo eu nunca vi".
Além das casas soterradas, chamou a atenção de Ribeiro um automóvel de cabeça para baixo. "Um morador me mostrou onde estava o carro antes do deslizamento. Era uma distância de uns 250 metros, no mínimo. Ali, eu vi a dimensão da tragédia", recordou.
Ribeiro acompanhou o resgate – feito, em grande parte, pelos próprios moradores (assista ao vídeo acima) – durante boa parte da noite e se envolveu emocionalmente com a situação das famílias: "A gente que é pai fica muito impressionado, especialmente vendo as crianças presas pelos braços, pelas pernas, nos escombros. Cada vida resgatada é uma vitória". Cenário de guerra
Márcio Chehab, de 35 anos, também foi ao local depois de ser avisado pelo colega radioamador sobre o deslizamento. Chegou ao morro às 21h e só voltou para casa às 5h. "O cenário era de guerra. Bombeiro gritando pedindo maca, tirando feridos dos escombros. Moradores carregando os vizinhos nos ombros, colocando dentro dos próprios carros para levar para um hospital", contou ao G1.
Chehab, que trabalha com manutenção de equipamentos eletrônicos, ajudou chamando ambulâncias de hospitais da região e manteve contato com radioamadores em diferentes cidades. "Tinham pelo menos mais uns 20 radioamadores, além dos 10 que estavam no local, em suas casas, ajudando com infraestrutura de internet, telefone", relatou.
Ainda na madrugada, eles imprimiram imagens da ferramenta Google Earth para ajudar os bombeiros a ter noção do estrago provocado pelo deslizamento. "Na hora, não tinha como ter ideia do tamanho da destruição. Uma parte do morro sumiu, e com ela as casas que estavam ali".
O radioamador também ressaltou o esforço dos voluntários em ajudar no resgate. "Os moradores estavam usando baldes para tirar os escombros, qualquer coisa que encontrassem pela frente, para tentar achar as pessoas", lembrou. Um dos homens, então, saiu para comprar baldes e distribuir na comunidade. "Numa hora dessas, vale tudo para ajudar. O que aconteceu ontem [quarta] foi um grande exemplo de filantropia".

Radioamadores usam comunicação para enfrentar trânsito de SP


Com aparelhos nos veículos, eles trocam informações sobre lentidão.
Conheça um pouco mais sobre esse hobby.

Os radioamadores usam a comunicação para enfrentar os longos congestionamentos na capital paulista. Com aparelhos para operação móvel instalados nos veículos, alimentados pela bateria do carro, eles trocam informações sobre pontos de lentidão na cidade. Mas, caso as filas sejam inevitáveis, o rádio ajuda a passar as horas ociosas dentro do veículo.
“Saindo do escritório, essa uma hora e meia no trânsito passa muito rápido. É um horário que estou utilizando o rádio para conversar com o pessoal da Europa”, diz o engenheiro elétrico José Alberto Julio, de 43 anos, presidente da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre-SP). Ele trabalha na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, e mora na Zona Leste.
O rádio ajudou o vice-presidente da entidade, o comprador José Armando de Macedo Soares Júnior, de 29 anos, a fugir da lentidão na época dos ataques promovidos pela quadrilha que age a partir dos presídios de São Paulo. No dia 15 de maio de 2006, os paulistanos, com medo, saíram mais cedo do trabalho, o que travou o trânsito. “Todo mundo estava preso no trânsito e eu cheguei na minha casa em 40 minutos”, lembra.

O microempresário João Roberto de Almeida, de 42 anos, é radioamador desde 1978 e também conta com os equipamentos para fugir da lentidão. “Eu tenho rádio e a gente usa para ter informações de trânsito. E também temos um passatempo para enfrentar esse trânsito maluco”, conta. De acordo com o vice-presidente da Labre-SP, há cerca de 3.200 radioamadores na capital paulista – mas nem todos têm o equipamento no carro.
Mas não pense que é só instalar equipamentos de rádio no carro e sair falando. Um radioamador precisa de uma licença – e muito conhecimento - para operar a estação. O Certificado de Operador de Estação de Radioamador (COER) é obtido junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio de um teste para comprovar que o interessado tem capacidade técnica para operar a estação de radioamador.
“O objetivo do radioamador é comunicar, aprimorando a capacitação técnica e conhecendo novos horizontes. É a janela para o mundo”, explica Julio. Na associação, há aulas que habilitam os interessados para os testes da Anatel. “Tentamos despertar a curiosidade do público para se tornar um radioamador. Para as pessoas não pensarem que a gente causa interferência na TV do vizinho”, afirma.

Entre as preocupações do radioamador está o uso adequado dos aparelhos. “Todo equipamento tem de atender a uma norma para não gerar interferência”, explica Julio. A licença da Anatel é dividida em três classes (A, B e C) e os radioamadores precisam respeitar as faixas de freqüência, tipos de emissão e potência permitidos à classe da certificação.
Pé de mexerica
Em tempos de internet, os radioamadores defendem essa comunicação, usada há muitas décadas. “A diferença é a parte de conhecimento técnico. Na internet, você entra e acaba falando com qualquer um. Já os radioamadores são pessoas de todas as camadas sociais que têm uma afinidade. Existe um gosto que não dá para explicar”, diz José Armando.
Julio, por exemplo, teve o primeiro contato com o radioamadorismo quando ainda era adolescente, e o pai trocou o videogame dele por um rádio. “Aos 15 anos, eu montei uma antena, pendurei no pé de mexerica da minha avó e o primeiro contato que fiz foi com Fortaleza”, lembra. Conhecer pessoas de lugares muito distantes é uma das paixões do radioamador. “Você vai estudando, se alimentando com aquelas informações”, afirma, dizendo que aprendeu inglês, espanhol, italiano e francês com o rádio.
As histórias dos radioamadores têm um ponto em comum: eles conheceram esse tipo de comunicação muito cedo. O administrador de empresas Antônio Nikola, de 35 anos, começou em 1987, quando tinha 14 anos. “Meu pai tinha uma lancha em São Vicente [com um rádio] e aquilo me fascinou bastante. Eu fui me aprimorando no assunto. Até hoje continuo com minhas antenas, investindo em equipamentos”, lembra.
Ele conta que o rádio já permitiu a comunicação de familiares dele com parentes que estavam distantes. “Minha tia morava no Zaire e a comunicação por telefone era muito precária. Em 1992 ou 93, ela passou seis meses aqui e a gente usava diariamente para se comunicar com meu tio”, lembra.
Os radioamadores são muito procurados em todo o mundo durante tragédias e guerras – ocasiões em que a comunicação por telefone, por exemplo, costuma ser interrompida. O funcionário público Maurício Pitorri, de 39 anos, radioamador desde 1988, lembra um caso ocorrido há alguns anos.
“Ouvi um homem que estava desesperado porque queria contato com o Egito. Mas não conseguimos e os italianos tomaram conta da situação. Ele queria notícias da família. À noite, quando eu ligo a TV, vejo a notícia de que havia tido um terremoto no Egito”, conta.